Traduziu sinestesicamente os sentidos
o cheiro doce do vinho
o calor do inverno debaixo das cobertas
a lembrança que traz no presente
o gosto de felicidade que o olhar leva
a música que vira filme nos ouvidos
dança sem sair do lugar
fala com os olhos
sente com os ouvidos
ama com a pele
e mistura tudo numa poesia sem rima
feita para celebrar os dias que riem
sem sentido
apenas para os ouvidos que não veem
os olhos que não ouvem
as bocas que não inalam
os narizes que não ofegam
e as peles que nada sentem
Y queda contenta en la cena de la celebración
4 comentários:
vc, fabão, léo (O mundo de nero) e monique estão me deixando mal acostumado.
não sou um cara romântico.
mas, lendo as poesias de vcs, acabo acessando um mundo que se forma. e que eu destruo. alguns psicólogos diriam "reprime" em lugar de "destrói"...
é agradável ler suas poesias, mas tentar entender suas abstrações faz com que eu encontre minhas abstrações. e dessas nunca tive antes. tvz, nunca quis ter. ou nunca quis admitir... vai saber.
bem, vou voltar a ser cômico. a rir... deve ser outra forma de poesia, não sei...
Grato...
..mas me conte. Como foi esse "muito por acaso"?
Fique à vontade para acompanhar o blog.
Abraço
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